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Como você precifica o seu produto ou serviço?

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Como você precifica o seu produto ou serviço?

Antes de mais nada, quero te fazer uma pergunta: você sabe a definição de “preço”?

De forma simples, preço é a frente que aborda a estratégia de cobrança do valor entregue para o cliente.

Aqui na Formiga Marketing, porém, frequentemente somos procuradas pelos clientes que têm dúvida sobre como precificar seus produtos ou serviços. Pois é, apesar de ser um conceito básico para se ter um negócio, ainda é nebuloso para a maioria dos empreendedores.

Em primeiro lugar, é importante encontrar uma forma equilibrada de como precificar um produto ou serviço. Ou seja, pensar apenas em atrair mais clientes ou vender muito não necessariamente significa que você conseguirá obter lucro no fim do mês.

Formar o preço é, de certo modo, uma tarefa desafiadora em um mercado como o de hoje. No entanto, há diferentes maneiras para chegar a um valor ideal, justo e competitivo para seu produto ou serviço. Uma delas é a metodologia dos 3 Cs, que se baseia em três visões sobre a estipulação de preços.

Os 3 Cs

O método se baseia em três visões sobre a estipulação de preços: custos, clientes e concorrência.

– custos – seus custos (e despesas) versus preço mínimo (que você consegue estabelecer);

– clientes – percepção dos clientes sobre valor do produto versus preço máximo (quanto o seu cliente estaria disposto a pagar);

– concorrência – a princípio, identifique como seus concorrentes estão praticando os preços deles. Em seguida, perceba se seu preço está acima, abaixo ou semelhante ao que o mercado pratica. Para fazer essa comparação, descubra os preços oferecidos pelas empresas que atuam no mesmo setor e região que você.

 

Estratégias de preço

A partir disso, é hora de definir sua estratégia de preço. Philip Kotler, considerando a qualidade e o preço do produto, apresenta algumas estratégias de preços.

– Estratégia premium: destina-se a produtos de alta qualidade. Nesse caso, pode-se praticar um preço alto, visando atingir a faixa alta do mercado.

– Estratégia de penetração: para produtos de alta qualidade. Pratica-se, então, um preço médio com o intuito de obter uma rápida penetração de mercado.

– Estratégia de superbarganha: venda de um produto de alta qualidade a preço baixo. Assim, certamente será introduzido no mercado de forma rápida.

– Estratégia de preço alto: produto de qualidade média e preço alto. É uma estratégia que valoriza o produto, a fim de obter lucratividade a curto prazo.

– Estratégia de qualidade média ou comum: preço compatível com a qualidade do produto, objetivando, desse modo, uma participação aceitável do mercado.

– Estratégia de barganha: produto de qualidade média a um preço baixo. Uma das explicações pode ser um acordo entre distribuidores e consumidores, por exemplo.

– Estratégia de “bater e correr”: preço alto com qualidade baixa. Nesse sentido, tem-se uma vantagem inicial e há uma retirada rápida do mercado.

– Estratégia de artigos de qualidade inferior: preço médio para um produto de baixa qualidade. Pode-se, com essa estratégia, buscar tirar vantagem da marca. Para ilustrar essa situação, Kotler usa o seguinte exemplo: “artigos de confecção com defeitos de fábrica vendidos a preços médios como sendo de boa qualidade”.

– Estratégia de preços baixos: preços baixos e baixa qualidade. Com essa estratégia, procura-se vender simplesmente quantidade.

Preço psicológico

Agora que você conhece as principais estratégias de preço, vamos falar do poder do preço psicológico. Uma das técnicas mais utilizadas para vender é fazer com que os consumidores pensem que estão fazendo excelentes negócios, mas, principalmente, sem enganá-los.

O preço psicológico é uma estratégia de marketing amplamente utilizada por diversos setores há anos. Com ela, é possível atingir o subconsciente dos consumidores. Consequentemente, faz-se com que eles ajam conforme o seu negócio precisa, isto é, comprem.

Surpreendentemente, é bastante simples implementar a estratégia do preço psicológico. Além disso, ela traz resultados comprovados. Para exemplificar, listamos alguns deles.

UM CENTAVO A MENOS NO PREÇO (O FAMOSO ,99):

Diminuir um centavo de um preço arredondado causa a sensação de que o produto está mais barato.

ANCORAGEM DE PREÇO: 

Consiste em criar a percepção de que um preço é “justo” a partir de outro similar. Normalmente, o preço de referência (preço âncora) é justificado pela qualidade melhor do produto. Ainda assim, o produto de menor qualidade tende a vender mais.

CONTRASTE VISUAL NAS PROMOÇÕES:

Usar preços grandes de referência ajuda a capturar a atenção das pessoas. Ademais, melhora a percepção do consumidor sobre a promoção.

VALOR EM PARCELAS:

Mostrar o preço dos produtos em parcelas faz com que as pessoas comparem o preço da parcela do seu produto com preços mais caros dos concorrentes.

MAIS DESCONTOS NO FINAL DO MÊS:

Quanto menos dinheiro as pessoas tiverem, maior será o “sofrimento” e a sensação de culpa ao gastá-lo. Além disso, essa tática ajuda a bater metas de vendas mensais.

MOTIVO DO DESCONTO: 

O senso de urgência é um fator que altera nossa percepção sobre o preço do produto. Portanto, ao exibir uma razão por trás do desconto, você reforça a natureza provisória do preço.

 

É isso, pessoal! Na hora de pensar e compor o preço do seu serviço ou produto, tenha sempre o modelo dos 3C e essas dicas de estratégia de preço em mente.

E aí na sua empresa, como você faz a precificação de seus produtos ou serviços? Está usando alguma dessas estratégias?

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