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O que é o setor de marketing de uma empresa?

fev , 11
O que é o setor de marketing de uma empresa?

É comum vermos pequenas e médias empresas iniciarem suas atividades e ficarem anos sem ter um setor de marketing interno. Isso se justifica porque, muitas vezes, os fundadores desses negócios são de áreas não correlatas. Consequentemente, ficam na dúvida: qual a necessidade real de ter profissionais de marketing na minha empresa? O que o setor de marketing faz? Devo terceirizar ou contratar uma equipe interna?

Calma! Se você também tem essas dúvidas, leia este post até o fim.

O que é o setor de marketing?

Esperamos que você seja um leitor fiel do nosso blog e já saiba o que é marketing. Mas, por via das dúvidas, vamos recapitular? Marketing é a arte de estimular a troca de valores no mercado. Para uma empresa oferecer valor (produto ou serviço), precisa atender e antecipar as necessidades e os desejos do seu público-alvo. Os consumidores, em contrapartida, entregarão valor (dinheiro e fidelidade) à empresa que melhor se encaixar às suas necessidades e desejos.

É justamente aí que entra o departamento de marketing. Ele trabalha com o intuito de compreender essas necessidades e desejos do consumidor. Assim, orienta a empresa a ofertar marcas, produtos ou serviços relevantes e diferenciados, de modo que sejam escolhidos pelo cliente.

Qual a importância do setor de marketing?

O departamento de marketing pode ajudar a empresa a inovar e, principalmente, estar um passo à frente da concorrência. Pode, ainda, auxiliá-la a se comunicar de forma clara, posicionar-se com inteligência, entre outras ações. É, portanto, um setor que, quando bem estruturado, torna-se o cérebro e coração da companhia. Todavia, isso depende muito da visão estratégica da liderança.

O que faz o setor de marketing?

O setor é responsável por ter inteligência de mercado, estabelecer a imagem de marca da empresa, atrair e fidelizar clientes. Sendo assim, quanto mais robusta a área de marketing, mais madura é a empresa.

Só para ilustrar, entre as atividades desse setor, temos:

  • auxílio no planejamento estratégico das formas de crescimento do negócio;
  • identificação de oportunidades e das melhores maneiras para que a empresa possa atender às necessidades e aos desejos dos clientes;
  • lançamento de produtos;
  • combate à concorrência;
  • melhor posicionamento no mercado.

Quais são as principais áreas do marketing?

Caso você esteja pensando em estruturar ou reestruturar sua área de marketing, tenha em mente as seguintes subdivisões principais.

Inteligência de Mercado: coleta dados e informações com o objetivo de obter insights e oportunidades estratégicas para a empresa. Ex.: monitoramento da concorrência e penetração de mercado.

Comunicação Institucional/Interna: produz conteúdo (texto, imagem e vídeo) para que a empresa se comunique bem com os colaboradores. Além disso, trabalha com o propósito de preservar a reputação pública da instituição. Ex.: revista interna.

Redes Sociais: desenvolve conteúdo e relaciona-se com os públicos-alvo de modo adequado ao formato e estilo de cada rede social e aos objetivos da empresa. Ex.: planejamento e postagens para conta no Instagram.

Eventos: planeja e produz convenções, feiras, congressos, estandes, vivências, treinamentos, etc. Tem a finalidade de encantar o público e ajudar a empresa a atingir seus objetivos. Ex.: convenção de vendas para representantes comerciais.

CRM (Gestão de Relacionamento com o Cliente): entende, analisa e segmenta a base de dados da empresa. Busca implementar processos, a fim de que os dados sejam fidedignos e confiáveis. Ademais, usa tais informações para aumentar os resultados da empresa, como estender ciclo de vida do cliente, ticket médio e frequência de compra. Ex.: programa de fidelidade.

Marca: cria e administra as marcas da empresa para que sejam cada vez mais fortalecidas na mente dos consumidores. Muitas vezes, é o departamento consultado ou que valida as ações que carregam a marca. Assim, objetiva confirmar se elas são, de fato, adequadas ao posicionamento e público da organização. Ex.: sondagem para verificar se a participação em determinado evento, em local específico, combina ou não com a marca.

Marketing de Produto e Inovação: desenvolve e gerencia o portfólio de novos produtos da empresa. Ex.: criação de uma nova linha de batons veganos.

Design e Produção: faz o design gráfico de peças publicitárias e de comunicação para qualquer outra área da empresa. Também costuma cuidar da produção gráfica dentro das especificidades ideais. Ex.: diagramação e produção de novos catálogos de venda.

Growth: é orientado à performance, ao tráfego de consumidores, ao custo de aquisição do cliente, ao CTR, etc. Busca novas maneiras de trazer mais pessoas ao meio digital para conhecer e converter mais em cada etapa do funil de vendas. Ex.: faz relatórios de tráfego e propõe mudanças de estratégias, com base nos dados,  para melhorar resultados.

Canais/Trade: atenta-se às vendas de produtos realizadas por intermediários, sejam parceiros ou lojistas revendedores. Ex.: treinamento e criação de campanhas de incentivo para distribuidores.

Devo terceirizar meu setor de marketing?

Responder a essa pergunta com propriedade depende de alguns fatores. Por isso, a seguir, separamos razões tanto para você terceirizar, quanto não terceirizar o setor de marketing.

Razões para terceirizar:

  • demandas pontuais – aquilo que é muito esporádico não justifica a existência de uma equipe fixa.
  • mão de obra muito cara e especializada – em geral, é difícil para a empresa encontrar, recrutar e gerir determinados profissionais. Então, dependendo da sua necessidade, a terceirização pode ser a única saída para conseguir uma solução.
  • olhar criativo e fora da caixa – as famosas agências ou consultorias atendem clientes de diversos tamanhos e setores. Por conseguinte, podem, certamente, oferecer uma visão mais plural de ideias e soluções.

Razões para não terceirizar:

  • demandas altas e constantes – se você tem tarefas recorrentes e em grande volume, apenas a terceirização pode se tornar inviável. Nesse sentido, o funcionário direto poderá trabalhar mais rapidamente e com atenção total na sua empresa.
  • importância estratégica – se aquela atividade é muito próxima ao grande diferencial ou prioridade do seu modelo de negócio, é melhor ter uma equipe interna e próxima à liderança. Aliás, isso também se evidencia por questões de vantagem competitiva.
  • sinergia entre áreas – apenas equipes internas conhecem e vivem o espírito da empresa. Diante disso, poderão trabalhar de forma coordenada com várias áreas.

Perceba, então, que cada caso é um caso e isso também vale para o seu negócio. É normal, por exemplo, que o fundador da empresa comece fazendo “seu marketing” por conta própria. Em seguida, ele pode recorrer à ajuda de um freelancer e, depois, de uma agência. E, claro, se houver necessidade, pode formar uma equipe interna, inicialmente com poucos funcionários, e assim por diante.

De qualquer modo, o que queremos reforçar, aqui, é a importância e o papel estratégico que o marketing tem para a sua empresa crescer no mercado. Porém, lembre que é você quem escolhe: “o(a) menino(a) do marketing” será aquela pessoa que vai apenas postar no Instagram? Ou vai, realmente, ajudar você a pensar no futuro da sua empresa?