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Quem é a Geração Z?

fev , 27
Quem é a Geração Z?

A Geração Z compõe-se de jovens nascidos de 1997 a 2007, ou seja, com idades entre 13 e 23 anos. Essa é a primeira geração da história que não conheceu o mundo sem a internet. Nossa vivência marca traços importantes de valores e personalidades, concorda? Agora, imagine: como é nascer imerso no maior avanço tecnológico da humanidade? Como isso pode impactar sua forma de ser e de agir?

Recentemente, fui a uma palestra que demonstrou, claramente, a grande aceleração de dados e informações que a humanidade vem acumulando:

  1. na primeira onda de conhecimento, em 1750, a informação da humanidade dobrava a cada 150 anos.
  2. na segunda onda, em 1850, a cada 50 anos.
  3. na terceira onda, iniciada em 1950, dobrava em 10 anos.
  4. a partir de 2020, o conhecimento deve dobrar no mundo a cada 73 dias.

Assim como toda nova geração de jovens, a Geração Z vem sendo impactada pela aceleração de informações e outros fatores. Por isso, está redefinindo o consumo, o ativismo e, em breve, redefinirá, também, o mundo do trabalho.

Pesquisas realizadas pelas instituições WGSN, Consumidor Moderno, Globosat, Marista, entre outras, apontam algumas das características desses adolescentes e jovens adultos. Abaixo, listamos as principais e deixamos dicas de como sua empresa pode lidar com essas informações.

– Individualidade

Os jovens prezam pelo valor do seu jeito singular. Ou seja, importam-se menos em ser iguais a uma maioria. A diversidade, então, deixa de ser algo assustador.

Dica: trate esses consumidores (ou colaboradores) de forma singular, valorizando o seu jeito de ser. Eles não podem sentir que são “apenas mais um”.

– Vida adulta atrasada

Os “Zs” demoram mais que outras gerações para abraçar suas responsabilidades e atividades tipicamente adultas, como: fazer sexo, beber, tirar a carteira de motorista e trabalhar.

Dica: ajude-os principalmente com conteúdos que os preparem para conquistar maior independência emocional e financeira.

– Empreendedorismo e prazer no trabalho

Estima-se que 20% da força de trabalho em 2020 seja pertencente à Geração Z em começo de carreira. Entre os “Zs”, 49% desejam ter um negócio próprio, o que, muitas vezes, é uma alternativa à insatisfação com o emprego tradicional. Isso se justifica porque eles esperam ver o impacto do seu trabalho na comunidade. Isto é, buscam se desenvolver, conquistar dinheiro e, também, ter um propósito.

Dessa maneira, o sucesso financeiro não pode vir a todo custo. Assim como os Millenials, geração anterior à Z, existe uma associação forte entre trabalho e gostos pessoais. Um exemplo nesse sentido é que 75% dos “Zs” gostariam de transformar um hobby em sua atividade principal.

Dica: esses consumidores valorizam informação relevante sobre formas de trabalho que os deem sentido de vida e independência financeira, ou mesmo mecanismos para autodescoberta de suas habilidades. Portanto, divida esse tipo de conteúdo com eles.

 

– Pragmatismo

Os jovens da Geração Z são realistas e práticos, e isso foi reforçado pelas últimas crises econômicas que vivenciaram. 77% deles, por exemplo, acreditam que terão que se esforçar mais que as gerações anteriores para atingir o sucesso profissional.

Dica: para falar com essa galera, é imprescindível ter sinceridade e tratamento franco quando preciso. A lábia de vendedor que “manipula” não cola mais.

 – Hiperconectados

Os jovens da Geração Z aprendem tudo muito rapidamente e por meio de diversos canais. Eles têm alta intimidade com a tecnologia, afinal, nela nasceram imersos. Isso se aplica à educação, ao trabalho e à pesquisa sobre pessoas e empresas. Se existe um rastro de informações, é muito provável que eles encontrem.

Dica: um conteúdo acessível, rápido e mastigado, que seja útil para seu público, é ainda mais necessário para essa geração. Vídeos também caem superbem. Além disso, outra dica muito importante é monitorar sua reputação on-line, fazendo uma boa gestão de relações públicas.

Conscientes

Toda essa agilidade de aprendizagem também se reflete na relação com produtos, marcas, empresas e causas. Por isso, a transparência é uma questão fundamental nas relações de consumo. 26% dos “Zs” – versus 19% dos Millennials – dizem rejeitar produtos dependendo de suas condições de produção. Desse modo, surgem iniciativas como Sistema B e Beautypedia, por exemplo. Causas como igualdade de gênero, bem-estar animal e assistência social são as que mais sensibilizam essa geração.

Dica: uma marca focada nesses jovens precisa entender o que é posicionar-se eticamente, apoiar causas ou mesmo ter seu modelo de negócio com impacto visível na comunidade.

Isolamento, depressão e ansiedade

Infelizmente, existe um lado B dessa nova juventude: a alta no isolamento. As gerações têm saído menos com amigos informalmente ao longo dos anos. Como resultado, os sentimentos de abandono e solidão aumentaram no decorrer do tempo, e deles advém os sintomas de depressão.

Mais do que qualquer outra geração, a Z é altamente suscetível à depressão e à ansiedade. Esses números, porém, não têm a ver somente com a Geração Z, mas também com todos à sua volta.

Dica: falar de saúde mental e inteligência emocional é necessário. É preciso cuidar com gatilhos e incentivar mais o diálogo na comunidade – famílias, escolas, marcas. Deve-se, ainda, evitar a perpetuação de padrões de beleza opressivos e de vidas perfeitas de rede social que possam fazer esses jovens sentirem-se fracassados ou aquém. Responsabilidade é chave na hora de falar com os “Zs”.

 

Os valores e a forma de consumo da Geração Z exigem empresas que atuem de forma singular, acessível e bastante ética. Mesmo que sua empresa não tenha foco nesse público, entenda que é ele que, posteriormente, irá compor seu grupo de novos funcionários, seus filhos, filhos ou netos dos seus clientes. Ou seja, eles são o futuro. Portanto, se sua empresa se vê atuando no futuro, precisa conhecer e se adequar ao “Z” da questão.

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